19.4.14

Um post sobre arte

Oi! 
Mudei o layout do blog faz um tempinho e esqueci de comentar sobre (eu versão arte fofinha foi feito pelo Raul) e fiquei satisfeita com o resultado, espero que vocês tenham gostado também dessa versão minimalista.
As minhas aulas já começaram a mil e com esse quinto semestre (ano que vem já é TCC!) a correria também é grande. A grade basicamente ta assim: Audiovisual, Orientação Profissional, Linguagem da Performance, Arte Brasileira e Latino-Americana, Linguagem Tridimensional e Linguagem Gráfica (Processos de Encavo). Já ta bem corrido, tenho que ir nos ateliês livres de manhã e a noite pra conseguir fazer as coisas de linguagem gráfica. Estamos aprendendo a técnica de calcogravura, que pra quem não sabe é a famosa gravura em metal (no meu caso, o cobre). Depois de fazer o chanfro nas bordas (ganhar uns cortes nas mãos de brinde) e um longo e interminável tempo lixando a placa, polindo e gravando o esboço, ela ficou assim:


Primeiro gravei com a ponta seca, mas depois terminei o desenho e usei outras técnicas para complementar o trabalho final (água-tinta e água-forte).




Nessa foto é a segunda matriz já gravada com ponta-seca.


Processo de água-tinta na primeira matriz
A água-tinta é um processo que envolve além de um tipo de pó tóxico (Breu), também utiliza corrosivos químicos. Basicamente se "pulveriza" o Breu pela superfície da placa, que depois é aquecida manualmente por baixo com uma chama até que esse pó que tem uma coloração amarelada, fique transparente. Depois é deixado que esfrie e começa o processo de veladura em que se protege as áreas que se deseja o branco da imagem com caneta permanente à base de álcool ou goma laca. Depois de seca e devidamente protegida a parte de trás da matriz com fita adesiva, deixando um pedaço da fita a mais, para que se possa prender para fora do ácido, se mergulha em uma bacia com ácido para que haja a corrosão do Breu durante 2 minutos. Após isso, se tira e enxágua rapidamente. As partes não veladas terão a coloração acinzentadas na hora da impressão.
O processo se repete, mas agora velando as partes em que se deseja o cinza e mergulhando por 5 minutos no ácido (para adquirir o cinza médio), depois velando as partes do cinza médio e no ácido por mais 9 minutos para chegar ao preto. O resultado final da impressão foi esse:

É um pouco complicado explicando assim, mas na prática a clareza é melhor.
E por fim, foi a técnica de água-forte que é parecida com a ponta-seca por serem linhas, mas a diferença é que não se tem a "rebarba" da ponta-seca, as linhas ficam definidas e sem o efeito "esfumaçado".

Resultado final com as três técnicas e a primeira técnica de ponta-seca

Resultado final com as três técnicas da segunda matriz. 

O processo é longo, a limpeza e a impressão são trabalhosas e diversos problemas aparecem a cada suspiro haha O tempo foi pequeno, então a correria foi monstruosa, manhãs e noites no ateliê, mais as aulas normais a tarde. Não consegui fazer tudo a tempo, tive que entregar com poucas impressões em algumas técnicas e a minha nota não foi boa.

23 impressões só de ponta-seca



























Estudante de artes soooooofre
Agora estou no processo do trabalho do 2º bimestre que envolve uma poética. Ainda não imprimi, mas a técnica é um pouco diferente, porque a matriz não é de cobre e sim de um tipo de papelão chamado Hörlle e também vou utilizar alguns materiais por cima..

Estudo e esboço do novo projeto
Depois de mostrar minha ideia e a poética para a minha professora, ela me direcionou para os materiais e como eu deveria fazer a matriz. Ainda não deu pra ela me explicar como são os modos de entintagem e impressão, então não sei como vão ficar. Por enquanto as matrizes estão assim:


Enfim, na faculdade é isso que está me ocupando mais, fora as outras matérias que também tenho outros trabalhos..
Uma notícia boa é que eu passei na entrevista e estou fazendo o curso de educadores da Bienal! Para quem não conhece, a Bienal é um dos maiores eventos de arte contemporânea do mundo e acontece a cada dois anos no Pavilhão do Ibirapuera na cidade de São Paulo. Esse ano teremos a 31ª Bienal "Como Aprender com Coisas que Não Existem" e antes de estar oficialmente trabalhando na Bienal ainda tem mais duas etapas, que é o curso que vai até junho (3x por semana) discutindo assuntos que abordam questões antropológicas, sociológicas, filosóficas, políticas, educacionais, artísticas, etc, sobre a contemporaneidade, junto com palestras, dinâmicas e exercícios. Depois parte das pessoas serão selecionadas para a segunda etapa (remunerada) até agosto e seguirão no curso, só que agora mais focado na 31ª Bienal, e por fim, parte serão selecionados para o trabalho mesmo. Estou gostando bastante do curso apesar de ter tido só 3 dias, mas já sinto que aprendi e evoluí bastante. As dinâmicas deixam as 4hrs mais leves e interativas, e por ser muito tímida, senti certa dificuldade de me expressar na frente do meu grupo (não conheço ninguém), mas já no 3º dia, o nervosismo diminuiu bastante - o que me deixou extremamente feliz - e espero que daqui pra frente isso só melhore.
Falei demais, né? Foi só pra dar uma atualizada no que anda acontecendo, mas ainda tem muitas coisas pra eu falar hahaha Fica pro próximo post! Espero que tenham gostado!

Beijos,
Carol

8 comentários:

  1. eu amo ver os trabalhos que tu faz na faculdade!
    eu queria muito fazer artes visuais <3

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. ah que linda! <3
      eu adoro os desenhos digitais e montagens que você faz, já ta no caminho haha

      Excluir
  2. Saudades de vir aqui!
    Eu adoro o seu blog. A grandeza desses trabalhos só me fazem pensar: como assim não teve nota boa? hahaha

    Adoro mesmo seu blog.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. oh Flaviele, que fofa, gostaria de ter tirado uma nota boa, mas a professora é a mais rigorosa de todo o curso (falavam dela já no primeiro semestre).. quem sabe nesse bimestre eu não recupero :)
      adoro o seu blog também!

      Excluir
  3. Olá, Carolina!

    É tão bom ouvir as pessoas falando de universidade! Eu nem sei por onde começa uma coisa dessas. Passei pro meu curso e entro em setembro, vamos ver no que dá.
    Não conheço as técnicas todas que você citou, mas achei tudo muito bonito. Essa reta final deve ser ruim e bom ao mesmo tempo, né? Ruim porque é sempre muita coisa, mas bom porque você deve aprender pra caramba, conhecer gente nova e ficar feliz com tudo o que fez até aqui.


    Boa sorte na Bienal!

    Beijos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Mari! Que demais, espero que curta a faculdade assim como eu me encontrei <3
      Sim, é um misto de emoções e desesperos com as entregas hahaha mas ainda sim, é muito gratificante ver o resultado final depois e se orgulhar disso :)
      Brigada!

      Excluir